domingo, 12 de agosto de 2012

APRENDA A USAR O CALOR SOLAR PARA ECONOMIZAR ENERGIA ELÉTRICA


É possível poupar quase R$ 4 mil por ano utilizando energia solar para aquecer água em casa. Em dois anos, você paga o investimento nos equipamentos que duram 15 anos
Reportagem: Lilian Primi | Edição: Denise Gustavsen

Gerando...
30% é a média de redução de gastos com eletricidade nas residências equipadas com coletores solares, que traz energia limpa, gratuita e infinita. Até o final do primeiro semestre de 2011, o Brasil tinha mais de 6,6 milhões de m² de coletores instalados, capazes de gerar 4 mil mw – número equivalente a 30% a capacidade instalada da Usina de Itaipu. No ano passado, o setor cresceu 21,1%. “O aumento nasceu com a onda verde, mas foi potencializado pelo apagão energético de 2001”, explica Délcio Rodrigues, diretor do Instituto Ekos. Esse fortalecimento do mercado alavancou o desenvolvimento tecnológico dos equipamentos. “Os equipamentos high-tech são capazes de esquentar a água até 90 ºC. Isso permite reduzir o tamanho do reservatório e a área de coleta”, assinala o engenheiro elétrico Douglas Messina, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT). O uso disseminou-se rapidamente. “Os coletores estão presentes em 99% das construções que projeto”, revela a arquiteta Paula Sauer, de Campinas, SP. Conte com a ajuda de um técnico especializado no assunto para dimensionar o número de coletores de acordo com o consumo de água da residência e a quantidade de pontos a receber o aquecimento – ele também especifica as distâncias corretas entre todas as peças no telhado. A mão de obra é disponibilizada pelos próprios fornecedores, que também se encarregam da manutenção. “Há coletores de vários tipos e preços”, diz Marcelo Mesquita, do Departamento Nacional de Aquecimento Solar (Dasol), vinculado à Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava). Selecione sempre os equipamentos certificados.
Quanto dá para economizar

 Sistema com bomba


OBRA SEM SEGREDOS: O CAMINHO DA ELETRICIDADE

·         FONTE: Casa.com.br em 1 julho 2012 às 9:00


Para que a energia chegue da rede pública aos equipamentos que você utiliza em casa, é necessário fazer um pedido de ligação à concessionária. Ela poderá exigir uma Anotação  de Responsabilidade Técnica (ART), documento no qual um profissional responde pelas instalações – mais um motivo para recorrer a alguém habilitado.
  §POSTE PÚBLICO: está a cargo da empresa fornecedora de energia, responsável por sua instalação e manutenção. Conduz os fios da rede municipal.
§  POSTE PARTICULAR: ele e a caixa de medição devem ser providenciados pelo usuário e tender às normas da concessionária referentes a materiais, medidas e posicionamento. Fica no limite com a rua e faz a transição entre a rede pública e a moradia.
§  CAIXA DE MEDIÇÃO: dentro dela a empresa instala e liga o medidor (que indica o consumo mensal) e o ramal de serviço – o que então permite a entrega da energia.Da caixa parte ainda a haste de aterramento.
§  QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO: também chamado quadro de luz, é o coração das instalações: recebe os fios vindos do medidor e distribui a energia dentro da casa a tomadas, interruptores e aparelhos. Abriga os disjuntores termomagnéticos e os dispositivos diferenciais residuais. Pode incluir o dispositivo protetor de surtos.

DISJUNTORES
Outro fator de segurança mora no quadro de luz: os disjuntores termomagnéticos, responsáveis por desarmar os circuitos quando a temperatura alcança níveis perigosos. Quem nunca testemunhou uma interrupção de energia ao usar simultaneamente aparelhos como o forno de micro-ondas e a secadora de roupas? São os disjuntores fazendo seu trabalho e avisando da existência de sobrecarga. Portanto, não os ignore e cheque a origem do problema. Além deles, há dois outros tipos: o dispositivo diferencial residual, obrigatório desde 1997 nas instalações que atendam a áreas molhadas e externas, e o dispositivo protetor de surtos. O primeiro detecta fugas de corrente e desliga o circuito
correspondente, impedindo choques – em locais sujeitos à umidade, evita eletrocução. Já o segundo protege equipamentos das descargas de alta voltagem causadas pela queda de raios (ao perceber a sobretensão, ele desliga os eletrodomésticos antes que queimem).
MULTIMÍDIA
Atualmente, um bom projeto elétrico não se atém somente à energia. Com moradias e pessoas cada vez mais conectadas (e muita gente trabalhando em casa), deve-se prever por onde passarão cabos de internet, telefonia e TV por assinatura. “Há 15 anos, ninguém se preocupava com um planejamento específico para dados no ambiente doméstico porque não havia tal necessidade. Ela era restrita a poucos grupos e ao mundo corporativo. Agora, essa exigência cresceu muito e a proposta de elétrica deve contemplar também essas conexões”, afirma o engenheiro Renato Menezes, da Furakawa. Para isso, o mercado oferece os chamados quadros multimídia. Eles são parecidos com os de força, mas recebem sinais de internet, telefone e TV e os distribuem pela casa, evitando interferências e aquelas indesejadas instalações externas. Em residências nas quais não houve essa previsão, o usuário pode apelar para canaletas, caso queira fugir de uma obra, ou esconder a fiação num forro de gesso, recurso que causa menos incômodo se comparado à abertura de rasgos nas paredes.

Reportagem: Bruno Versolato/Ilustração: Gil Tokyo/Pingado/Fotos: André Fortes